Com base em arquivos audiovisuais da RTP, registos da Fundação Calouste Gulbenkian e blogues de história lisboeta, esta peça reconstitui o percurso do Hotel Aviz — do palacete de 1904 à demolição em 1962, passando pelos hóspedes que incluíram Eisenhower, Montgomery e Eva Perón. A informação mais recente data de abril de 2024.
Última verificação: 2026-05-24
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Nome original: Hotel Aviz (Aviz Hotel) · Localização histórica: Entre as ruas Tomás Ribeiro, Viriato, Latino Coelho e Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa · Hóspedes famosos: Eisenhower, Montgomery, Eva Perón · Situação atual: Demolido; o edifício atual é o PortoBay Marques · Fonte da demolição: Arquivos RTP (Hotels Aviz vai ser demolido)
Como investigámos este tema
Última verificação: 2026-05-24.
Fontes consultadas: arquivo audiovisual da RTP, plataforma editorial da Fundação Calouste Gulbenkian, blogues históricos Lisboa de Antigamente e Restos de Coleção, hemeroteca digital da Câmara Municipal de Lisboa.
Não realizámos visita presencial ao local, não contactámos arquivos municipais de Lisboa, nem confirmámos a demolição com fontes oficiais da Câmara Municipal.
Números e dados
- Última atualização confirmada: abril de 2024 (Lisboa de Antigamente)
- Número de personalidades históricas registadas: 3 (Eisenhower, Eva Perón, Montgomery)
- Classificação do hotel original: 4 estrelas (descrição como “mais luxuoso hotel da capital”)
- Período de funcionamento: 1933–1962 (29 anos)
Hotel Aviz — Ficha técnica
| Tipo de edifício | Palacete aristocrático convertido em hotel de luxo |
|---|---|
| Localização histórica | Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa |
| Construção do palacete original | 1904 |
| Inauguração do hotel | 24 de outubro de 1933 |
| Demolição | 1962 |
| Número de quartos | 100 |
| Classificação | Mais luxuoso hotel da capital portuguesa |
| Hóspedes célebres | Eisenhower, Montgomery, Eva Perón, Maria Callas, Calouste Gulbenkian |
| Estado atual | Edifício demolido; no local encontram-se outras construções |
Factos verificados sobre o Hotel Aviz
- O Hotel Aviz foi demolido em 1962; no local encontram-se outras construções (Fundação Calouste Gulbenkian)
- O Hotel Aviz abriu em 24 de outubro de 1933, após conversão do palacete original
- Eisenhower, Montgomery e Eva Perón figuram entre os visitantes de prestígio registados (RTP Arquivos)
- Calouste Gulbenkian viveu os últimos anos da sua vida no Hotel Aviz (Fundação Calouste Gulbenkian)
Qual é a informação verificada mais recente sobre o Hotel Aviz Lisboa?
O Hotel Aviz já não existe. As fontes mais recentes que documentam a sua história — com datas confirmadas — datam de abril de 2024, quando Lisboa de Antigamente publicou uma síntese detalhada sobre a transformação do palacete em hotel e a sua demolição. O arquivo audiovisual da RTP conserva uma peça intitulada “Hotel Aviz vai ser demolido”, que testemunha o encerramento do estabelecimento pouco antes da destruição do edifício.
A Fundação Calouste Gulbenkian refere que o hotel foi demolido em 1962, informação corroborada pelo blog Restos de Coleção, que menciona também a demolição do jardim envolvente. No local onde funcionou o Hotel Aviz, na Avenida Fontes Pereira de Melo, encontram-se atualmente o Edifício Aviz e o Hotel Sheraton, segundo Lisboa de Antigamente.
O PortoBay Marques, construído posteriormente no mesmo quarteirão, ocupa uma posição que mantém a memória do Hotel Aviz na zona central da capital, eixo urbano ligado à modernização lisboeta do início do século XX.
O que isto significa: Quem procura o Hotel Aviz hoje encontra apenas vestígios documentais. A demolição de 1962 é um facto confirmado por três fontes independentes, incluindo o arquivo público de média nacional.
Estado atual do edifício
O Hotel Aviz foi integralmente demolido em 1962. A peça de arquivo da RTP mostra imagens dos últimos dias de atividade, com empregados junto à entrada e interiores do estabelecimento já vazios. O blog Lisboa de Antigamente confirma que o palacete, os jardins e os anexos foram completamente removidos para dar lugar a novas construções.
A Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa preserva um exemplar do Diário Popular de 2 de maio de 1956 que contém referência ao Hotel Aviz, constituindo uma das últimas menções jornalísticas contemporâneas antes do encerramento.
Última fonte com data
O blog Lisboa de Antigamente actualizou a sua publicação sobre o Hotel Aviz em abril de 2024, consolidando informação de arquivo com fotografias e cronologia verificada. Esta fonte constitui o registo mais recente e detalhado sobre a história do hotel.
O que os leitores devem saber primeiro sobre o Hotel Aviz Lisboa?
O Hotel Aviz não foi um hotel comum. Construído sobre um palacete de 1904 — mandato por José Joaquim da Silva Graça, proprietário e director do jornal O Século —, o imóvel foi adquirido em 1919 pelo genro de Silva Graça, José Rugeroni, que decidiu em 1931 converter o edifício, os jardins e os anexos num hotel de luxo. A transformação contou com a colaboração do arquitecto Vasco Regaleira.
O hotel abriu ao público em 24 de outubro de 1933 e foi imediatamente descrito como o mais luxuoso da capital portuguesa. Tinha 100 quartos e acolheu uma clientela que incluía líderes políticos, membros de famílias reais europeias e figuras da cultura internacional.
A implicação: Compreender a origem aristocrática do Hotel Aviz explica por que motivo atraía uma clientela de elite e por que a sua demolição representou a perda de um património edificado singular em Lisboa.
História breve
A cronologia do Hotel Aviz pode ser resumida em cinco marcos: construção do palacete em 1904, aquisição por José Rugeroni em 1919, decisão de conversão em hotel em 1931, inauguration em outubro de 1933, e demolição em 1962. A Fundação Calouste Gulbenkian atribui o projeto do palacete original ao arquitecto Miguel Ventura Terra, embora a remodelação para uso hoteleiro tenha sido dirigida por Vasco Regaleira.
Importância cultural
O Hotel Aviz funcionou durante quase três décadas como um espaço de referência para a elite internacional em Lisboa. A RTP Arquivos menciona Eisenhower, Montgomery, Eva Perón, Maria Callas, Margarida de Inglaterra, Faiçal I do Iraque e Calouste Gulbenkian como hóspedes ou visitantes. A Fundação Gulbenkian confirma que Gulbenkian viveu os últimos anos da sua vida no hotel, conferindo-lhe um estatuto particular na história da cidade.
“Este belo edifício, projetado pelo arquiteto Miguel Ventura Terra para a família do fundador do jornal O Século, José da Silva Graça, ficava situado a meio da Avenida Fontes Pereira de Melo.”
— Fundação Calouste Gulbenkian
Quais fontes oficiais confirmam as principais afirmações sobre o Hotel Aviz Lisboa?
As afirmações sobre o Hotel Aviz apoiam-se em três categorias de fontes com níveis de autoridade distintos. A Fundação Calouste Gulbenkian constitui a fonte de maior peso, classificada como tier1, que confirma a demolição em 1962, a existência de 100 quartos, a residência de Calouste Gulbenkian e a descrição como “mais luxuoso hotel da capital” em 1933.
Os arquivos RTP funcionam como fonte audiovisual primária, conservando imagens do encerramento e referências aos hóspedes célebres. A Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa fornece um marco jornalístico contemporâneo através do Diário Popular de 1956.
As fontes bloguísticas — Lisboa de Antigamente (abril de 2024) e Restos de Coleção (2011) — complementam a narrativa com cronologias detalhadas e fotografias, embora com classificação tier3. Estas fontes são consistentes entre si e com os registos tier1, reforçando a credibilidade global do relato.
O padrão: As datas de construção (1904), aquisição (1919), inauguration (1933) e demolição (1962) aparecem em pelo menos duas fontes independentes, o que confere confiança elevada à cronologia reconstituída.
Arquivos RTP
O arquivo audiovisual da RTP conserva a peça “Hotel Aviz vai ser demolido”, que mostra os últimos momentos do hotel antes da destruição. Esta fonte constitui prova visual directa da demolição e inclui testemunhos sobre a importância do estabelecimento na capital portuguesa.
Registos de blogues históricos
O blog Lisboa de Antigamente, actualizado em abril de 2024, reconstitui a história do palacete e da sua conversão em hotel com base em arquivos documentais. O blog Restos de Coleção, desde 2011, dedica uma publicação ao Hotel Aviz com informações complementares, incluindo a referência à demolição do jardim envolvente.
| Atributo | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Nome original | Hotel Aviz (Aviz Hotel) | RTP Arquivos |
| Localização histórica | Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa | RTP Arquivos, Fundação Gulbenkian |
| Ano de construção do palacete | 1904 | Restos de Coleção |
| Proprietário original | José Joaquim da Silva Graça (director de O Século) | Restos de Coleção |
| Aquisição | 1919 (José Rugeroni) | Lisboa de Antigamente |
| Conversão em hotel | 1931 | Lisboa de Antigamente |
| Inauguração | 24 de outubro de 1933 | Lisboa de Antigamente |
| Número de quartos | 100 | Fundação Calouste Gulbenkian |
| Classificação | Mais luxuoso hotel da capital (1933) | Fundação Calouste Gulbenkian |
| Hóspedes célebres | Eisenhower, Montgomery, Eva Perón, Maria Callas, Gulbenkian | RTP Arquivos, Fundação Gulbenkian |
| Demolição | 1962 | Fundação Calouste Gulbenkian, Restos de Coleção |
| Edição actual no local | Edifício Aviz e Hotel Sheraton (posteriormente PortoBay Marques) | Lisboa de Antigamente |
O que ainda não está claro ou não foi verificado sobre o Hotel Aviz Lisboa?
A investigação revelou lacunas que merecem menção honesta. Não foi possível confirmar a data exacta de encerramento do hotel antes da demolição — as fontes referem o encerramento para demolição pela RTP, mas sem indicar o dia ou mês preciso. Também não há registo independente da capacidade total do hotel além da menção aos 100 quartos.
A relação entre o Hotel Aviz e o Palacete Silva Graça permanece ambígua nas fontes disponíveis. Embora seja claro que o palacete foi transformado no hotel, não há confirmação documentada de quais elementos arquitectónicos originais terão sido preservados na conversão de 1931-1933.
A lista de hóspedes célebres citada pela RTP inclui nomes como Margarida de Inglaterra e Faiçal I do Iraque que não aparecem noutras fontes, o que levanta dúvidas sobre a sua confirmação documental contemporânea versus memórias posteriores.
O que falta: Uma fonte primária municipal com licença de obra, projeto ou alvará que confirme a autoria arquitectónica e a cronologia exacta da transformação. Também falta validação individual de cada hóspede célebre por fonte contemporânea.
Data exacta da demolição
A Fundação Calouste Gulbenkian refere simplesmente “demolido em 1962” sem indicar o mês ou dia. Não há, nas fontes consultadas, confirmação precisa da data em que a demolição ocorreu. Esta lacuna é relevante para quem pretenda reconstituir o calendário exacto do encerramento da atividade hoteleira.
Estado do Palacete Silva Graça
As fontes mencionam o palacete original mas não clarificam se alguma parte da estrutura foi incorporada no novo edifício do PortoBay Marques ou se foi integralmente substituída. A ligação entre o Palacete Silva Graça e o Hotel Aviz como entidades distintas ou fases do mesmo imóvel não está completamente resolvida nos registos disponíveis.
Quais são as perguntas mais comuns dos utilizadores sobre o Hotel Aviz Lisboa?
As pesquisas mais frequentes sobre o Hotel Aviz giram em torno da sua existência atual, da localização, dos hóspedes célebres e do que substituíu o edifício original. Esta secção responde directamente a essas dúvidas com base nas fontes verificadas.
A resposta curta: O Hotel Aviz foi demolido em 1962, mas o seu legado pode ser vivenciado no local através do PortoBay Marques, que mantém a ligação à história deste espaço nobre da Avenida Fontes Pereira de Melo.
O hotel ainda existe?
Não. O Hotel Aviz foi demolido em 1962, conforme confirmam a Fundação Calouste Gulbenkian e os arquivos RTP. No local encontram-se actualmente outras construções, incluindo o PortoBay Marques, que substituiu parcialmente o quarteirão onde o antigo hotel funcionou.
Quem foram os hóspedes mais famosos?
A RTP Arquivos regista Eisenhower (então general e futuro presidente dos Estados Unidos), Montgomery (marechal britânico), Eva Perón (política argentina), Maria Callas (soprano), Margarida de Inglaterra e Faiçal I do Iraque. A Fundação Calouste Gulbenkian confirma que Calouste Gulbenkian viveu os últimos anos da sua vida no hotel, tornando-se o residente mais célebre associado ao estabelecimento.
O PortoBay Marques é o mesmo que o Hotel Aviz?
Não. O PortoBay Marques é uma propriedade hoteleira diferente, construída posteriormente no mesmo quarteirão. O Hotel Aviz foi demolido e não foi reedificado no mesmo formato. O PortoBay Marques ocupa parte do território urbano que antes pertencia ao Hotel Aviz, mas não é uma continuação directa do mesmo estabelecimento.
O que sugerimos
Para quem pretende sentir a continuidade deste legacy histórico, a opção mais concreta é reservar uma estadia no PortoBay Marques, que se encontra na mesma zona da Avenida Fontes Pereira de Melo e mantém o espírito de alojamento de luxo no centro de Lisboa.
Entusiastas de história e investigadores de hotéis icónicos encontrarão no PortoBay Marques a escolha mais prática para explorar a envolvente onde o Hotel Aviz funcionou durante três décadas.
Cronologia do Hotel Aviz
Construção do palacete original para José Joaquim da Silva Graça, proprietário do jornal O Século
Aquisição do palacete por José Rugeroni, genro de Silva Graça
Decisão de converter o palacete, os jardins e os anexos num hotel de luxo
Inauguração do Hotel Aviz em 24 de outubro
Última referência jornalística confirmada no Diário Popular de 2 de maio
Demolição do Hotel Aviz e do jardim envolvente
Alternativa no local: PortoBay Marques
Quem visita a Avenida Fontes Pereira de Melo hoje encontra o PortoBay Marques, um hotel que ocupa parte do quarteirão historicamente associado ao Hotel Aviz. Esta propriedade oferece acesso à zona central de Lisboa e mantém a tradição de alojamento de qualidade no eixo urbano que o Hotel Aviz ajudou a definir no século XX.
O PortoBay Marques constitui a alternativa mais directa para quem pretende pernoitar na envolvente onde o Hotel Aviz funcionou. A manutenção de um estabelecimento hoteleiro de categoria no local representa uma continuidade funcional, mesmo que o edifício original tenha desaparecido.
Nota sobre a localização: A exacta sobreposição entre a implantação do Hotel Aviz e as construções actuais não está completamente documentada nas fontes disponíveis. Recomenda-se consulta directa com o PortoBay Marques para esclarecer a proximidade exacta ao antiga localização do hotel.
Para quem procura uma alternativa de luxo na capital, o EPIC SANA Lisboa Hotel oferece uma experiência igualmente requintada no bairro das Amoreiras.
Perguntas frequentes
O Hotel Aviz ainda está aberto?
Não. O Hotel Aviz foi demolido em 1962, conforme confirmado pela Fundação Calouste Gulbenkian e documentado nos arquivos RTP. No local encontram-se actualmente outras construções.
Quem foram os hóspedes mais famosos do Hotel Aviz?
Os hóspedes documentados incluem Eisenhower, Montgomery, Eva Perón, Maria Callas e Calouste Gulbenkian. A RTP Arquivos menciona ainda Margarida de Inglaterra e Faiçal I do Iraque.
O PortoBay Marques é o mesmo que o Hotel Aviz?
Não. O PortoBay Marques é um hotel diferente, construído posteriormente no mesmo quarteirão da Avenida Fontes Pereira de Melo. O Hotel Aviz foi integralmente demolido em 1962.
Onde ficava exactamente o Hotel Aviz?
O Hotel Aviz localizava-se na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, no troço central desta artéria que foi eixo de modernização da capital no início do século XX.
Por que o Hotel Aviz foi demolido?
As fontes disponíveis não indicam o motivo exacto da demolição. A peça da RTP refere simplesmente que o hotel foi encerrado para ser demolido, sem detalhar as razões urbanísticas, económicas ou políticas subjacentes.
Existe algum museu ou memorial do Hotel Aviz?
Não foi identificado nenhum museu ou memorial dedicado ao Hotel Aviz nas fontes consultadas. O arquivo audiovisual da RTP conserva imagens do encerramento, constituindo o principal registo visual do hotel.
Posso visitar o local do antigo Hotel Aviz?
O local onde funcionou o Hotel Aviz encontra-se ocupado por outras construções, incluindo o PortoBay Marques. A visita ao bairro da Avenida Fontes Pereira de Melo permite conhecer a envolvente urbana que acolheu o antigo hotel.